Autoestima, como ela vem…

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Hoje acordei às 5h, tinha decidido ontem que iria correr antes de ir pro trabalho. Correr é uma atividade física que me faz muito bem. Mas todos os dias quando acordo minha mente entra em conflito, todas as células do meu corpo querem permanecer ali na cama. Olhei o celular e tinha uma mensagem de uma amiga que corre comigo: “E aí, vai hoje?” prontamente levantei, e fui.

Quando assumimos o compromisso com alguém, ainda mais uma amiga, ultrapassamos mais facilmente a barreira da preguiça, nos esforçamos mais. Da mesma forma somos generosas ao ouvir uma amiga, consolamos, atenuamos a culpa, aconselhamos pro bem, rimos juntas, cuidamos, nos chateamos quando alguém as critica, e torcemos pra que a pessoa evolua.

É esse o desafio: ser amiga de si mesmo. Assumir os compromissos que acorda consigo mesmo e cumpri-los. Se olhar com generosidade, puxar a própria orelha quando pisar na bola, mas sem judiar do próprio psicológico e não ficar ruminando se achando a pior pessoa do mundo. Se olhar com carinho e não ficar apontando características como se fossem defeitos.

E não é uma tarefa fácil, é preciso clareza e identificar os gatilhos negativos que fazem a gente falhar repentinamente conosco. Então, exercite.

Da próxima vez que olhar pra si mesmo e achar que algo não está dentro do esperado, pare e reflita, se uma amiga tivesse esse mesmo aspecto, você perderia o afeto que tem por essa amiga?

Da próxima vez que quiser se alimentar de coisas que vão fazer mal a saúde do seu corpo, pense se você ia querer alimentar da mesma forma, seu filho, sua mãe.

Da próxima vez que pensar em procrastinar as ações que lhe fariam bem, por causa da preguiça, pense em como agiria se o compromisso fosse com o companheiro, com o trabalho, se você iria deixar de fazer ou não.

A autoestima pode ser construída através de ações, de cuidado, de olhar com generosidade pra si mesmo. E não é o resultado disso que vai fazer diferença e sim o processo, pois geralmente a frustração vem de não se estar fazendo o que decidimos e de olhar pra si com demasiada exigência e aspereza.

Olhar pra si mesma pelo olhar de uma amiga, e em seguida olhar pra uma amiga como se visse a si mesma, é um ciclo que pode aflorar a autocompaixão e a compaixão, sentimentos que vão retirar amarguras desnecessárias e fúteis, ao mesmo tempo que viabiliza que sentimentos genuínos de amor e amor próprio se sobressaiam e deixem a vida mais leve.

Texto por Tamara Araujo.

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